[Pedi-lhe uma história, e ela contou-me uma, novinha em folha, ali mesmo, de um momento para o outro. E ilustrou-a.]

Uma aranha fazia teias diferentes, com formas.
As baratas riam-se dela. As joaninhas também.
Procurou outras opiniões sobre a sua arte, mas ninguém parecia gostar. Os humanos até destruíam as suas teias à vassourada.
Procurou então a opinião de outras aranhas, mas elas também não gostavam. Disseram-lhe que as teias dela eram muito esquisitas. Que não era assim que tinham aprendido. Mas quando ela se questionou se seria a única a fazer teias assim, recordaram-se da aranha que vivia na árvore oca.

Foi até lá.
As teias dessa aranha eram mesmo diferentes, mas ela estava cansada de fazer teias de que ninguém gostava e estava prestes a desistir.
Falaram durante muito tempo e decidiram fazer juntas uma teia singular e maravilhosa. Todos que as viam achavam-na linda. E até as demais aranhas ficaram convencidas, e passaram de vez em quando a fazer teias diferentes.

[Não tem esta história tudo o que precisa? Curioso como podemos contar várias histórias usando uma mesma estrutura.]