Desconcerto
27 01 2007eu não sei qual é a causa mas
tudo é efeito
tudo é defeito
as coisas só acontecem
porque têm
de acontecer
sem qualquer razão a não ser
a de tudo ser mesmo assim porque
tudo é efeito
tudo é defeito
e o mundo não é mais do que é
uma desordem
toda perfeição
uma perfeição
toda desordem
é assim que as coisas são e
é assim que vão continuar a ser
mesmo que não exista uma causa
ou talvez
por causa disso
–> Luís Ene
[uma causa próxima deste texto terá sido sem dúvida o visionamento pela segunda vez do filme Babel]

As causas não são como as bruxas? que as há, há, mas que ninguém as vê?
Comment by mairiam — 28 01 2007 @ 12:00 am
efeitos secundários do filme?
Também o vi
(apenas uma vez…)
Também me perguntei sobre as causas e o acaso, os efeitos e as consequências; o paralelismo, a intersecção ou a coincidência das/nas acções, do(s) gesto(s); a simultaneidade que mantém e consitui o mundo
[tiros, viagens, pais e filhos, regressos, nada, esperança… tudo ao mesmo tempo, mesmo agora, enquanto escrevo, por toda esta Babilónia azul… simultânea e (não)encadeada]
Comment by joao — 28 01 2007 @ 1:05 pm