saudade de água
18 01 2007
Passávamos muitas horas encostados às paredes do Café Aliança. O mundo à nossa volta movia-se depressa, estava tudo finalmente a acontecer, e nós ficávamos ali, contemplativos e pedantes. O café continuava a perfeita imagem da cidade, com as suas diversas salas e desníveis, compartimentos fechados por onde circulávamos à vontade. Mas a maior parte do tempo ficávamos ali, encostados às paredes do Café Aliança, na esquina em frente ao coreto e, se o mundo fosse como então o sonhámos, ainda ali estaríamos.
