Evidências
20 04 20061
Foi sempre ele próprio mas, quando tal se mostrou necessário, mudou a sua forma de ser, obviamente sem nunca deixar de ser ele próprio.
2
Aprendeu com o mestre a apreciar o silêncio e fez dele o motor da sua aprendizagem. Só muito mais tarde percebeu afinal que ele era surdo e mudo. Foi nesse momento que se iluminou.
3
Não tenho mais nada para aprender, disse ele, e morreu imediatamente. Pelos vistos não sabia que a morte está em todo o lado e nunca perde uma boa deixa.
4
Ele não acreditava que podia ser feliz. Nunca o foi, nem mesmo quando lhe aconteceu ser.
5
Ele não acreditava no amor, mas isso não o impediu de amar, deu-lhe foi sempre outro nome.
6
Há muito tempo que as coisas lhe corriam mal e, porque mais que tentasse, não conseguia compreender a razão, até que um dia percebeu afinal que não havia qualquer razão para isso, e as coisas começaram a correr-lhe muito melhor.
