29 03 2006
[e por estes dias só me apetece escrever poemas assim]
e escrevo.
E escrevo
o que digo.
E escrevendo
o que digo
digo-me.
E dizendo-me
escrevo-me.
Digo-me
e escrevo-me
com o que digo
a mim mesmo.

E penso como
é estranha a mente
com que conhecemos
o mundo e nós mesmos
Quando turva, a mente
tudo oculta e nada releva
do mundo e de nós mesmos
Quando límpida
a mente deixa-nos olhar o mundo
através de nós mesmos
E pergunto-me
se não seremos apenas
esta perturbada consciência
do mundo e de nós mesmos.

dizes-te, mas há sempre algo que não se diz e se esconde e é nesse algo que se esconde que vive o nosso eu.
Comment by fairy_morgaine — 31 03 2006 @ 10:11 am
Morgaine, era isso que eu queria dizer
Obrigado pelos comentários.
Comment by Administrator — 31 03 2006 @ 11:05 am
Tive o atrevimento de pegar sua poesia para o meu blog, espero que não se chateie… Aqui tem coisas lindas! Parabéns!
Comment by Mel — 10 04 2006 @ 9:34 pm