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12 03 2006O poeta sai de casa pela porta
de entrada e caminha
tal e qual as outras pessoas
com quem se cruza na rua.
E o mundo que vê - o céu,
as pedras da calçada,
as sombras - é o mesmo [mundo]
que é visto pelas pessoas
com quem se cruza na rua.
A única diferença entre eles
o poeta e as outras pessoas
é, talvez
a necessidade que ele sente
avassaladora urgente
de se dizer e dizer o mundo.
