[…]
7 03 2006Uma mulher decidiu fechar o seu coração ao amor, e tão bem o fez que ao amor não lhe restou outra solução a não ser arrombar-lhe o coração. Felizmente para ela, fê-lo com mestria e ligeireza, tanta mestria e ligeireza que muito tempo passou até ela perceber que o amor vivia de novo em si.
—>
Quando percebeu que ela já não lhe podia tocar, decidiu tatuar no braço esquerdo um coração com o seu nome, para nunca mais esquecer até que ponto o amor pode ser uma tirania.
—>
Cruzaram-se por um só instante, ia o Amor a sair e o Ódio a entrar, ou talvez fosse ao contrário, que quando estes dois estão juntos é impossível distingui-los.
