Um não sei quê

28 02 2006

Há em todas as coisas
um não sei quê
que sempre nos desafia
que sempre nos escapa

um não sei quê
que é tudo e nada
e só de olhos fechados
entrevemos

um não sei quê
que não é o mistério das coisas
mas sim o mistério dos homens
que interrogam o mundo.

4 Comentários »

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  1. Lindo. :)

    Comment by Heloisa — 28 02 2006 @ 10:08 am

  2. gostei muito

    Comment by fgs — 28 02 2006 @ 1:52 pm

  3. Ainda que surja algo ridículo, este poema relembrou-me um texto de José Mário Branco que a páginas tantas reza assim:

    “Há sempre qualquer coisa que está para acontecer,
    Qualquer coisa que eu devia perceber,
    Porquê não sei,
    Porquê não sei,
    Porquê não sei ainda!”

    Comment by Ana Castro — 28 02 2006 @ 5:26 pm

  4. Conheço essa canção, Ana, e acho que percebo o que encontraste em comum.

    Olá Heloísa.

    Olá Fernando.

    Comment by Administrator — 28 02 2006 @ 6:14 pm

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