Claro-escuro
17 01 2006
I
Tal como a sombra
Vem à luz,
Assim tu surges
Aos meus olhos.
Ao mesmo tempo
Vestida e despida
De ti própria.
II
O teu corpo é
Luz e sombra.
Ilumina-se na escuridão
Apaga-se na luz.
E de todas as vezes
Que assim acontece
Eu fico como que cego.
III
A luz só existe
Na escuridão.
Elas são uma e
A mesma coisa.
Eu sei que é assim.
E por isso te iluminas
E por isso te apagas.
E és sempre uma e
A mesma pessoa.
Tu sabes que é assim.

Ontem estive cá mas nao dava para comentar.
Sabes que cada vez gosto mais dos teus poemas?
Comment by ANUKIS — 20 01 2006 @ 3:55 am
Obrigado Jacky. Um beijo.
Comment by Administrator — 20 01 2006 @ 7:53 am