Taste of India – Um poema para ti
8 12 2005Mas esses textos que escreves,
A propósito de tudo e de nada,
São afinal poemas?
Perguntas-me tu.
E eu sorrio, mas não respondo,
Ocupado que estou a tomar nota
Das coisas sem nome
O molho verde e o vermelho, as tiras finas, o arroz colorido
Do nome das coisas
Como a cerveja Kingfisher, a do pássaro de asas abertas
Mas baralho-me todo, troco os pés pelas mãos
E quero é provar as coisas e não já escrevê-las.
Então páro de imediato,
Começo finalmente a comer
E o poema continua.
PS – Tu não estavas lá, é verdade, mas agora estás, aqui, neste poema.
