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5 12 2005Mestre Atemóia contava muitas vezes aos seus alunos a história de um mestre há muito desparecido que atingira sem saber a iluminação. Praticara com dedicação o zazen e, durante muito tempo, sentira ainda orgulho da perfeição obtida, mas depois passara apenas a fazê-lo, nada mais do que isso. Atingira já a iluminação, mas tal era a sua humildade e o sem propósito da sua prática, que nem dera por isso. E dito isto, mestre Atemóia sorria sempre.
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Era um homem muito especial, pelo menos era essa a opinião dos seus alunos, e muitas vezes lhe diziam isso isso, ao que le dizia invariavelmente:”Especial? Como posso ser especial se sou sempre e apenas eu? Que tem isso de especial?”
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Quando lhe perguntavam como era possível avançar sem ter qualquer objectivo ou meta, o mestre respondia sempre que esse era o caminho mais rápido para chegar a um lugar qualquer. E sorria sem pressas.
