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30 11 2005Sinto-me ora um ora outro.
Ou talvez me sinta afinal coisa nenhuma,
Um simples espaço entre,
E isso me assuste um pouco,
Essa rarefacção de um eu que,
Nem sei bem porquê,
Insisto em acreditar denso e pesado:
Um eu que me recuso a negar,
Um eu em que, da mesma forma,
me nego a acreditar.
