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29 11 2005

A tempo

Quando o questionaram sobre o tempo, respondeu: Não vou gastar o meu tempo a pensar no tempo, não tenho tempo para isso! Mas a verdade é que ainda hoje está a tempo, a tempo de mudar de opinião. Estamos todos. Sempre.

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Avó Raposa

“Quando eu era ainda uma raposinha como vocês fiz muitos disparates: bebi que nem um odre, dormi com quem me apeteceu e nunca, mas nunca, tinha tempo para nada. Foi minha avó que me disse que assim fizesse, e tinha toda a razão, aprendi bem a minha lição”, disse a raposa, e calou-se. Os netos abriram muito os olhos mas ficaram em silêncio, sabiam-na matreira e velhaca. Ela, por seu lado, parecia alheada, os dentes cerrados. Só um pequeno lampejo nos seus olhos baços denunciava o riso contido.

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