[…]
26 11 2005Há muito tempo que não digo a mim mesmo o que devo fazer.
Escuto-me e faço o que tem de ser feito. Não mando, obedeço.
Pode parecer esquisito, percebo isso muito bem,
Mas é assim mesmo que me acontece, e não de outra forma qualquer.
É verdade que de vez em quando ainda tenho dúvidas sobre o que devo fazer.
Às vezes ainda me questiono, mas não me preocupo.
É mais natural ter dúvidas do que não as ter. Mas não lhes dou corda, ignoro-as até.
Escuto-me a mim mesmo e faço o que é preciso fazer.
E a maior parte das vezes, verdade seja dita, não faço nada,
Que em mim é o mesmo que dizer que vivo.
Faço afinal todas aquelas pequenas coisas a que chamamos vida,
E que a maior parte do tempo nos esquecemos de viver
