Hoje de manhã
22 11 2005Sinto-me tão longe
E tão perto
Desse lugar nenhum
A que chamo eu
E no entanto…
Procuro-me
Procuro-me sempre
E nunca me encontro
A distância que vai
De mim a mim
Nada mais é
que eu mesmo
Para nos encontrar-mos
Precisamos estar perdidos
da vida, de nós mesmos
ser é estar a caminho.
