Uma sensação em mim

22 11 2005

Saio da biblioteca,
os poemas completos de Aberto Caeiro na mão,
e dou de caras com o fim de tarde.

O céu era de um azul… de um azul…
de um azul quê?
O fumo saía branco da chaminé como…
como… como o quê?

Fiquei parado, a sentir, mas,
pouco a pouco, comecei,
pouco a pouco, a pensar.

Então, agarrei uma folha e uma caneta,
do mesmo azul sem nome do céu,
e acabei o poema antes que ele
desaparecesse de um todo.

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